Fenaban não apresenta proposta, mas mobilização faz bancos recuarem

A Fenaban também tentou condicionar a realização de uma nova rodada de negociação à suspensão da paralisação prevista para esta quinta-feira (20/08). O Comando rejeitou a condição, deixando claro que não havia qualquer possibilidade de desistência da mobilização diante da disposição demonstrada pela categoria em todo o país.

Por Ana Beatriz Leal

Apesar da pressão da categoria e do forte clima de unidade nas bases, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não apresentou uma nova proposta na oitava rodada de negociação, realizada nesta terça-feira (18/08), em São Paulo. 
 

Logo no início da reunião, o Comando Nacional dos Bancários apresentou os resultados das plenárias e assembleias realizadas em todo o país. A pressão foi determinante para que a Fenaban recuasse em pontos que vinham sendo apresentados, como o congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais. A proposta foi rejeitada por 97% dos mais de 50 mil trabalhadores que participaram das assembleias promovidas pelos sindicatos.
 

A Fenaban também tentou condicionar a realização de uma nova rodada de negociação à suspensão da paralisação prevista para esta quinta-feira (20/08) em defesa das reivindicações por aumento real nos salários, vales refeição e alimentação, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e criação de um piso para os trabalhadores de TI. O Comando rejeitou a condição, deixando claro que não havia qualquer possibilidade de desistência da mobilização diante da disposição demonstrada pela categoria em todo o país.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Elder Perez, destacou o clima de unidade e a disposição dos trabalhadores em permanecer mobilizados. Diante da pressão, a Fenaban informou que precisa consultar as demais empresas que integram a Federação. Segundo os banqueiros, além das cinco maiores instituições presentes à mesa, a Fenaban reúne cerca de 170 bancos. Uma reunião com o conjunto das instituições foi marcada para sexta-feira (21/08), com o objetivo de discutir uma proposta.
 

Com isto, uma nova rodada de negociação foi agendada para segunda-feira (24/08), às 10h. Até lá, a orientação é manter a mobilização e a unidade da categoria.
 

A paralisação desta quinta-feira (20/08) ganha ainda mais importância. A força demonstrada pelos bancários já fez a Fenaban retirar questões rejeitadas pela categoria. Agora, a mobilização é fundamental para pressionar os bancos a apresentarem uma proposta que avance efetivamente nas reivindicações dos trabalhadores.