Dia do Bancário: fortalecer e unificar a categoria

No início dos anos 1990, o Brasil contava com cerca de 732 mil bancários. Em 2016, o número já havia caído para 500 mil. Dez anos depois, o cenário é mais perverso.

Por Julia Portela

O Dia dos Bancários, comemorado nesta sexta-feira, 28 de agosto, bate na porta e, em plena campanha salarial, a data chega como um momento necessário de reflexão. O 28 de agosto lembra que o desmonte do setor é real. Enquanto as demandas aumentam de forma acelerada, os banqueiros reduzem postos de trabalho, enfraquecem direitos e ampliam a sobrecarga.


No início dos anos 1990, o Brasil contava com cerca de 732 mil bancários. Em 2016, o número já havia caído para 500 mil. Dez anos depois, o cenário é mais perverso. São cerca de 400 mil bancários. Os cortes seguem uma lógica perversa de aumento dos lucros à custa da sobrecarga e da precarização. 


O desmonte poderia ser maior se a categoria não tivesse uma organização sindical forte e unificada. Os bancários é a única categoria com campanha salarial de abrangência nacional - os acordos alcançados têm impacto nacional. Ao longo da história, a mobilização também garantiu conquistas como a licença-maternidade de seis meses e a jornada de seis horas, entre tantos outros direitos colocados na linha de frente da representação sindical.


A reflexão, portanto, serve para alinhar e somar forças em um momento crucial. A simbologia do 28 de agosto relembra que nenhum direito foi dado: todos foram conquistados. E, diante dos cortes, da sobrecarga e das ofensivas dos bancos, é preciso resistência.