Fechamento massivo de agências Itaú

Desde o ano passado, o encerramento de cerca de 250 agências em todo o país tem deixado a população sem acesso adequado aos serviços bancários e provocado a sobrecarga das unidades que continuam em funcionamento, especialmente nas periferias. Na Bahia, o cenário é de filas extensas, demora no atendimento e dificuldade para resolver demandas básicas do dia a dia.

Por Itana Oliveira

A lotação das agências remanescentes na Bahia exibe os impactos do fechamento massivo de unidades físicas promovido pelo Itaú e reacende o alerta sobre a precarização do atendimento bancário no Estado.

 

Desde o ano passado, o encerramento de cerca de 250 agências em todo o país tem deixado a população sem acesso adequado aos serviços bancários e provocado a sobrecarga das unidades que continuam em funcionamento, especialmente nas periferias. Na Bahia, o cenário é de filas extensas, demora no atendimento e dificuldade para resolver demandas básicas do dia a dia.

 

O Sindicato dos Bancários da Bahia realiza frequentemente ações nas agências para denunciar o caos enfrentado por clientes e trabalhadores. No entanto, a situação se agrava cada vez mais com as unidades que passaram a receber o fluxo de agências fechadas, sem estrutura física nem número suficiente de funcionários para absorver a demanda.

 

O problema não se restringe ao Estado baiano. Dentre os funcionários afetados em todo o país, 79% foram realocados, muitas vezes em condições inadequadas e com perda de atribuição; 3% pediram demissão em meio a pressão e 18% foram desligados, número alarmante diante do lucro expressivo, de R$ 34,5 bilhões nos nove primeiros meses do ano passado, de janeiro a setembro.