Plano de bioeconomia brasileiro é lançado

O governo federal apresentou o PNDBio (Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia), estratégia que busca transformar a biodiversidade brasileira em eixo central do desenvolvimento econômico sustentável até 2035. A proposta abrange desde comunidades extrativistas até a indústria, com foco em integrar conservação ambiental, inovação tecnológica e geração de renda.

Por Caio Ribeiro

O governo federal apresentou o PNDBio (Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia), estratégia que busca transformar a biodiversidade brasileira em eixo central do desenvolvimento econômico sustentável até 2035. A proposta abrange desde comunidades extrativistas até a indústria, com foco em integrar conservação ambiental, inovação tecnológica e geração de renda, posicionando o país como referência global no uso sustentável de recursos naturais. 


O plano está estruturado em três eixos principais: sociobioeconomia e ativos ambientais, bioindustrialização e produção sustentável de biomassa. Entre as metas estão a ampliação do pagamento por serviços ambientais, o fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade e o estímulo à indústria, especialmente nas áreas de saúde e bem-estar, com previsão de incorporação de fitoterápicos ao SUS.  


A iniciativa também prevê apoio direto a milhares de empreendimentos, sobretudo de agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais, ampliando o acesso a crédito, assistência técnica e mercados. Além disto, o governo pretende aumentar o número de beneficiários de políticas de repartição de benefícios ligados ao patrimônio genético e valorizar práticas sustentáveis que já ocorrem nos territórios.  


Com mais de 180 ações e recursos iniciais previstos, o PNDBio integra a estratégia de transformação ecológica e reindustrialização do país, articulando políticas ambientais, industriais e tecnológicas. A expectativa é que o plano contribua para a redução das desigualdades, geração de empregos e enfrentamento das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que impulsiona novos setores econômicos baseados na biodiversidade.