Na luta por direitos básicos, o povo vai às ruas

Direitos históricos dos trabalhadores sempre foram resultados de mobilização e pressão social, inclusive os mais básicos. Em um cenário de retomada das lutas após anos de retrocesso sob os governos Temer e Bolsonaro, a população volta a ocupar as ruas para reivindicar melhores condições de vida e trabalho.

Por Itana Oliveira

Direitos históricos dos trabalhadores sempre foram resultados de mobilização e pressão social, inclusive os mais básicos. Em um cenário de retomada das lutas após anos de retrocesso sob os governos Temer e Bolsonaro, a população volta a ocupar as ruas para reivindicar melhores condições de vida e trabalho.


Nesta quarta-feira (15/04), a Marcha da Classe Trabalhadora leva a Brasília uma pauta ampla de demandas. A concentração será no estacionamento do Teatro Nacional, com caminhada até a Esplanada dos Ministérios, às 9h.


Entre os principais pontos está o enfrentamento à escala exaustiva de trabalho 6x1, tema que gera embate direto com as elites, contra as mudanças, apesar de estudos apontarem viabilidade da redução da jornada sem perdas econômicas.


O documento que orienta a mobilização reúne 68 propostas construídas por diversas categorias. Destaque também para o combate à pejotização, a regulamentação do trabalho por aplicativo, o fortalecimento das negociações coletivas e a garantia de direitos para servidores públicos, além de pautas sociais como o enfrentamento ao feminicídio.


A marcha faz parte de um calendário nacional de mobilizações que se estende até o 1º de Maio, Dia do Trabalhador. A expectativa é fortalecer a pressão popular e ampliar a presença dos trabalhadores nas ruas e nos espaços de decisão política.