Taxa de juros tem mais uma redução tímida

Especialistas a classificam como completamente descompassada da realidade econômica do país e apontam que essa política contribui diretamente para o superendividamento da população brasileira. Ainda assim, o modelo de gestão permanece inalterado.

Por Itana Oliveira

A penúltima redução da taxa de juros no Brasil, em março, foi irrisória, apenas 0,25 ponto percentual ao ano. Especialistas a classificam como completamente descompassada da realidade econômica do país e apontam que essa política contribui diretamente para o superendividamento da população brasileira. Ainda assim, o modelo de gestão permanece inalterado, como evidencia a nova e igualmente insignificante redução de 0,25%, anunciada nesta quarta-feira (29/04), e fica em 14,5%.


Um dos principais desafios do governo atual é o elevado índice de endividamento da população, que enfrenta dificuldades crescentes para quitar suas dívidas, à medida que os valores se acumulam de forma contínua, alimentando um efeito de bola de neve.


Ironicamente, há claros beneficiários do elevado patamar da taxa Selic. Os bancos, que acumulam lucros bilionários ano após ano, e os investidores, atraídos por retornos elevados. Esse suposto benefício econômico, no entanto, desconsidera o escárnio sobre a população, que arca com os custos.