Fenaban só muda com pressão
No dia 30 de julho, a categoria bancária espera uma postura muito diferente da intransigência da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) que dominou a última rodada sobre saúde, um assunto tão importante e delicado, diante do alto nível de adoecimento dos trabalhadores, em função do tipo de gestão adotada pelos bancos.
Por Ana Beatriz Leal
No dia 30 de julho, a categoria bancária espera uma postura muito diferente da intransigência da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) que dominou a última rodada sobre saúde, um assunto tão importante e delicado, diante do alto nível de adoecimento dos trabalhadores, em função do tipo de gestão adotada pelos bancos.
A categoria anseia por mudanças, por sobrevivência mesmo. Consulta realizada nacionalmente revela que, quando se trata dos impactos da cobrança excessiva por cumprimento de metas, 67% afirmaram preocupação constante com o trabalho.
Totalmente alinhado com os interesses e as necessidades dos trabalhadores, o Comando Nacional dos Bancários reivindica o fim das metas abusivas; combate ao assédio moral, organizacional e algorítmico; limite à vigilância digital e ao controle por algoritmos; serviços médicos que acolham os funcionários adoecidos; nenhuma perda de remuneração durante o adoecimento; além da prevenção de riscos psicossociais, com efetiva implementação da NR-1 e da NR-17.
Para ampliar a mobilização e estreitar o diálogo com a clientela, o movimento sindical realiza Dia Nacional de Luta, em 28 de julho. A categoria bancária representa 25% do total de afastamentos acidentários por doença mental pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ou seja, mais trabalhadores afastados, menos mão de obra nas agências. Ruim para todo mundo.


