Campanha Salarial: sem respostas no BB

Mesmo sem propostas concretas, a Comissão de Empresa do BB reforçou os principais eixos da minuta nacional construída pelos trabalhadores.

Por Rose Lima

O Banco do Brasil repetiu a postura absurda adotada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e, depois de mais de um mês de debates, empurrou para a próxima semana uma resposta às demandas específicas dos funcionários. As devolutivas só na rodada do dia 14 de agosto.  

 

Mesmo sem propostas concretas, a Comissão de Empresa do BB reforçou os principais eixos da minuta nacional construída pelos trabalhadores. No centro das discussões esteve a valorização da carreira, com reivindicações que passam pela revisão do PCS (Plano de Cargos e Salários), atualização do piso salarial, promoção horizontal efetiva, revisão das gratificações de função e melhorias na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

 

A situação da Cassi também teve levou um bom tempo dos debates. Embora exista um fórum específico para discutir o plano de saúde, as entidades cobram do Banco do Brasil uma solução definitiva para o convênio até novembro, para garantir sustentabilidade e segurança para funcionários da ativa, aposentados e dependentes.

 

Sobre a política de metas, a CEBB alertou que a pressão crescente continua impactando diretamente a saúde dos funcionários, contribuindo para o aumento dos afastamentos e do adoecimento mental na categoria.

 

O movimento sindical defendeu ainda a realização de novos concursos públicos, destacando que o déficit de funcionários sobrecarrega as equipes, dificulta o atendimento e amplia a pressão. Na defesa do fortalecimento do BB como banco público, os representantes dos trabalhadores reivindicaram condições mais competitivas para o crédito consignado, ampliação das alçadas dos gestores e maior autonomia para as agências atenderem a população.