BB não apresenta proposta econômica
Durante a reunião, o BB apresentou como proposta a inclusão de políticas afirmativas nos processos de seleção interna, com o objetivo de ampliar a presença de negros e pardos, PCDs (Pessoas com Deficiência) e mulheres em cargos de gestão. Apesar de a medida ser considerada importante, a CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil) avaliou que está muito distante de atender às questões prioritárias da categoria.
Por Ana Beatriz Leal
A falta de respostas concretas tem sido uma marca registrada nas negociações da campanha salarial. Foi assim na rodada desta quarta-feira (19/08), com o Banco do Brasil, que terminou sem a apresentação de propostas sobre as cláusulas econômicas.
Durante a reunião, o BB apresentou como proposta a inclusão de políticas afirmativas nos processos de seleção interna, com o objetivo de ampliar a presença de negros e pardos, PCDs (Pessoas com Deficiência) e mulheres em cargos de gestão. Apesar de a medida ser considerada importante, a CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil) avaliou que está muito distante de atender às questões prioritárias da categoria.
O diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e membro da CEBB, Fabio Ledo, participou da rodada de negociação e destacou que a proposta apresentada pelo banco é insuficiente. “É importante avançar nas políticas afirmativas, mas isso é muito pouco diante das questões imprescindíveis para os funcionários. Precisamos discutir aumento do piso, implantação de um novo PCR (Plano de Carreiras e Remuneração)e o fim das metas abusivas, que adoecem os trabalhadores”, afirmou Fabio Ledo.
Também foram cobradas respostas para problemas que impactam diretamente o cotidiano dos funcionários, como a sobrecarga de trabalho e as condições no PSO (Plataforma de Suporte Operacional).
O banco afirmou que as negociações continuam em andamento e questionou a realização da paralisação prevista para esta quinta-feira (20/08). A representação dos trabalhadores deixou claro, porém, que a mobilização não é um movimento isolado nem uma decisão tomada de forma precipitada. É consequência direta da insatisfação acumulada pelos bancários diante da ausência de respostas e de avanços concretos nas negociações.
Para a representação dos trabalhadores, não basta afirmar que o processo negocial continua. A categoria espera propostas capazes de enfrentar os problemas apresentados e produzir avanços efetivos nas condições de trabalho e na valorização dos funcionários.


