Continua o impasse sobre Saúde Caixa 

De novo, a direção da empresa deixou a desejar e não apresentou proposta concreta para o Saúde Caixa, principal reivindicação no momento. A postura do banco não diante de um tema que impacta diretamente a saúde, a qualidade de vida e o futuro de milhares de empregados é inaceitável.

Por Rose Lima

Frustração e indignação. Estes são os sentimentos dos empregados da Caixa depois de mais rodada de negociação, nesta quarta-feira (18/08). De novo, a direção da empresa deixou a desejar e não apresentou proposta concreta para o Saúde Caixa, principal reivindicação no momento. A postura do banco não diante de um tema que impacta diretamente a saúde, a qualidade de vida e o futuro de milhares de empregados é inaceitável.


De acordo com o diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Érico de Jesus, a expectativa era de que a Caixa apresentasse avanços capazes de responder às demandas. No entanto, mais uma vez, empurrou com a barriga. “Saímos de mais uma negociação com um sentimento de indignação”.


Durante a rodada, a instituição apresentou propostas relacionadas a ausências permitidas para PCDs e à realização de exames preventivos e de acompanhamentos relacionados ao câncer. As iniciativas são, sem dúvidas, um avanço, mas, ainda estão longe de atender às necessidades do conjunto dos empregados.


O principal impasse ainda é o Saúde Caixa, cuja discussão envolve diretamente as condições de acesso e custeio do plano de saúde. Segundo Érico de Jesus, não é possível tratar a questão como pauta secundária. “Um assunto que afeta diretamente a saúde dos empregados continua sem resposta. Isso é inadmissível”.


A CEE levou à mesa ainda uma proposta para solucionar um problema que se arrasta desde 2020: o pagamento, pela Caixa, da diferença de 1% da PLR Social. A proposta apresentada busca construir um acordo para que a empresa faça o pagamento da diferença devida.


Quinta é dia de paralisação
Diante da falta de avanços, a CEE reforça a importância da participação dos empregados na paralisação de 24 horas, que acontece nesta quinta-feira (20/08). A mobilização é instrumento de pressão para demonstrar à direção da empresa a insatisfação dos empregados e reforçar a necessidade de avanços concretos nas negociações.