Pressão da greve faz Caixa recuar e reabrir negociação

A força da mobilização dos empregados obrigou a Caixa a mudar de posição. Depois de anunciar medidas administrativas, endurecer o discurso, ameaçar recorrer ao dissídio coletivo e tentar pressionar a categoria diante da rejeição da proposta, o banco comunicou neste domingo (13/09) a reabertura da mesa de negociação e a suspensão das medidas anteriormente anunciadas enquanto durarem as discussões com a CEE (Comissão Executiva dos Empregados).

A força da mobilização dos empregados obrigou a Caixa a mudar de posição. Depois de anunciar medidas administrativas, endurecer o discurso, ameaçar recorrer ao dissídio coletivo e tentar pressionar a categoria diante da rejeição da proposta, o banco comunicou neste domingo (13/09) a reabertura da mesa de negociação e a suspensão das medidas anteriormente anunciadas enquanto durarem as discussões com a CEE (Comissão Executiva dos Empregados).

O recuo foi resultado da greve, da rejeição expressiva da proposta apresentada pelo banco e da atuação do movimento sindical que permaneceu pressionando pela retomada das negociações.

A proposta final da Caixa foi rejeitada por 68% dos participantes da assembleia, e a paralisação iniciada no dia 10 de setembro foi mantida. A categoria não aceita que direitos sejam usados como instrumento de pressão.

Importante reforçar que o banco havia anunciado consequências administrativas. Agora, reconhece formalmente a importância da negociação coletiva, volta a conversar com as representações dos empregados e suspende as medidas que haviam sido apresentadas como consequência do fim das tratativas.

É uma mudança que precisa ser compreendida politicamente.

A greve colocou o conflito no centro da agenda do banco. A rejeição da proposta mostrou que os empregados estão  dispostos a sustentar a mobilização. E a atuação do movimento sindical transformou a pressão em cobrança institucional permanente pela retomada do processo negocial.

O próprio comunicado da Caixa reconhece a importância da negociação coletiva e dos canais permanentes de diálogo com as entidades.

Isso desmonta a ideia de que a organização coletiva pode ser descartada. A força nasce na base, com os empregados mobilizados, participando das assembleias, aderindo à greve e pressionando nas unidades. Mas essa força precisa de representação para chegar à mesa, enfrentar a direção da empresa, negociar cláusulas, cobrar respostas e formalizar direitos.

O Sindicato já havia alertado para a gravidade do cenário criado pela Caixa ao vincular o encerramento das negociações à retirada de direitos e a medidas administrativas.

A tentativa de impor medo não funcionou. E ao invés de desmontar o movimento, a postura da empresa ampliou a indignação e reforçou a disposição dos empregados de manter a pressão.