Trabalhadores levam fé, cultura e luta ao Bonfim
Durante o percurso, os bancários e demais trabalhadores vão levar as bandeiras de luta, como a defesa dos direitos e do emprego, a preservação da saúde e das condições de trabalho, o fortalecimento dos serviços públicos, a democracia e a justiça social.
Por Ana Beatriz Leal
Como ocorre todos os anos, o Sindicato dos Bancários da Bahia se soma ao bloco dos trabalhadores na tradicional Lavagem do Senhor do Bonfim, na quinta-feira (15/01). A partir das 7h, o cortejo sai da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia em direção à Colina Sagrada. Manifestação que vai muito além da fé. É resistência popular, identidade cultural e afirmação da luta da classe trabalhadora.
Durante o percurso, os bancários e demais trabalhadores vão levar as bandeiras de luta, como a defesa dos direitos e do emprego, a preservação da saúde e das condições de trabalho, o fortalecimento dos serviços públicos, a democracia e a justiça social.
Como não podia ser diferente, os protestos durante a lavagem também vão dialogar com o atual contexto geopolítico, marcado pelo avanço do neoliberalismo, pela pressão do imperialismo sobre os povos da América Latina e pelo aprofundamento das desigualdades sociais em escala global.
Em meio a guerras, crises econômicas e ofensivas contra a soberania dos países e os direitos dos trabalhadores, a caminhada até o Bonfim se transforma em um grito coletivo por paz, autodeterminação dos povos e respeito à classe trabalhadora. É fé que se mistura à luta.
