Itaú, menos uma agência
A agência Vilas do Atlântico, localizada no município de Lauro de Freitas, e responsável por quase duas décadas de serviços essenciais à população, encerra as atividades nesta terça-feira, 17 de março. O Sindicato dos Bancários da Bahia esteve no local para manifestar indignação diante de mais um caso.
Por Itana Oliveira
Apesar dos dados que comprovam a importância da manutenção das agências físicas e da firme manifestação do movimento sindical, os bancos seguem promovendo o desmonte dos postos de atendimento presencial. O Itaú, mais uma vez, protagoniza o processo.
A agência Vilas do Atlântico, localizada no município de Lauro de Freitas, e responsável por quase duas décadas de serviços essenciais à população, encerra as atividades nesta terça-feira, 17 de março. O Sindicato dos Bancários da Bahia esteve no local para manifestar indignação diante de mais um caso.
A unidade tem 12 mil clientes, sendo 3 mil beneficiários do INSS e seis funcionários. Todos serão transferidos para a agência Estrada do Coco, que já absorveu outros correntistas, segundo reforça a diretora da Federação Luciana Dorea.
Outras duas unidades, uma em Camaçari e outra na Barra também fecham as portas nesta terça-feira. Mas, não para por aí. As agências da Ilha de Itaparica e de Bom Jesus da Lapa encerram as atividades no dia 25. E em abril, mais cinco.
A estimativa é de que cerca de 100 mil clientes sejam afetados na Bahia, além de aproximadamente 90 trabalhadores. Vale destacar que a redução do atendimento presencial deixa lacuna na prestação de um serviço fundamental, empurra os clientes para canais digitais e transfere a responsabilidade sobre possíveis problemas.
O fechamento ocorre mesmo diante de resultados bilionários. Só o Itaú lucrou R$ 135 bilhões nos últimos quatro anos.
