Alta renda aumenta o consumo das famílias brasileiras
O consumo das famílias brasileiras registrou avanço significativo ano passado, com o crescimento de 3,68% nas compras em supermercados em comparação ao ano anterior.
Por Caio Ribeiro
O consumo das famílias brasileiras registrou avanço significativo ano passado, com o crescimento de 3,68% nas compras em supermercados em comparação ao ano anterior, segundo dados da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Este desempenho aponta um cenário de maior poder de compra e circulação de renda na economia doméstica, refletindo mudanças importantes no mercado de trabalho e na renda disponível da população.
Um dos fatores que mais contribuíram para o aumento no consumo foi a elevação da renda real dos trabalhadores, impulsionada por um mercado de trabalho mais aquecido e pela melhora nos rendimentos e salários, incluindo a política de valorização do mínimo. A renda ampliada permitiu que as famílias conseguissem absorver melhor o custo dos alimentos e manter um poder de compra mais estável ao longo do ano.
Para 2026, as projeções da Abras indicam um novo estímulo ao consumo doméstico, sustentado por mudanças fiscais e salarias que tendem a reforçar a renda disponível das famílias. Entre os principais vetores do governo Lula estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, descontos progressivos para até R$ 7.350,00 de renda e, especialmente, o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00. Essas medidas vêm em um contexto de esforço para fortalecer o poder de compra dos trabalhadores em um momento de inflação ainda presente e crédito restrito.
