Excludente, sistema financeiro nega crédito
O crédito, que deveria ser uma das bases para a cidadania, estabilidade social e desenvolvimento econômico, no Brasil deixou de ser direito para se tornar mecanismo de transferência de renda. Com um porém, da base da pirâmide para o sistema financeiro.
O crédito, que deveria ser uma das bases para a cidadania, estabilidade social e desenvolvimento econômico, no Brasil deixou de ser direito para se tornar mecanismo de transferência de renda. Com um porém, da base da pirâmide para o sistema financeiro.
A situação se agrava com a Selic em patamares altíssimos, 15% ao ano, o que coloca o Brasil a ter a segunda maior taxa real do mundo. Enquanto economias desenvolvidas utilizam o juro como forma de ajuste, no país é usado como barreira de acesso.
Para exemplificar, no Japão, segundo o Bank of Japan, o crédito ao consumidor opera entre 1,5% e 4% ao ano. Na Zona do Euro, de acordo com o Banco Central Europeu, varia de 3% a 7%. Nos Estados Unidos, dados do Federal Reserve revelam taxas entre 7% e 12. No Brasil, os juros ao consumidor ficam entre 40% e mais de 400% ao ano, com forte influência do rotativo do cartão de crédito.
Como o Copom (Comitê de Política Monetária) mantém a Selic em níveis elevados, em subserviência ao mercado, a economia trava e a população fica prejudicada. Em países com democracia consolidadas, o acesso a crédito a custos baixos permite não só planejamento, como investimentos em áreas como educação e moradia, além de estimular a atividade produtiva.
