Jornada menor para professor

O debate ganha força em meio a um cenário de adoecimento. Rotina laboral excessiva, acúmulo de funções e falta de tempo para planejamento têm impacto direto na saúde física e mental dos professores. Para se ter ideia, entre 2022 e 2023 mais de 62% dos educadores da educação básica relataram sintomas constantes de estresse, ansiedade ou depressão.

Por Itana Oliveira

A exaustão dos educadores, principalmente de escolas públicas, é um problema crônico no Brasil. A sobrecarga é vivida por todos no cotidiano das salas de aula, desde a educação infantil. Diante do cenário, é positivo o projeto de lei que reduz para até 30 horas semanais a jornada de referência do piso salarial nacional do magistério público da educação básica. 


O debate ganha força em meio a um cenário de adoecimento. Rotina laboral excessiva, acúmulo de funções e falta de tempo para planejamento têm impacto direto na saúde física e mental dos professores. Para se ter ideia, entre 2022 e 2023 mais de 62% dos educadores da educação básica relataram sintomas constantes de estresse, ansiedade ou depressão.


A iniciativa, da deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), altera a legislação atual, que permite cargas horárias de até 40 horas semanais. Também garante a redução da jornada sem qualquer corte salarial ou retirada de direitos. 


A mudança vai além dos profissionais que estão em sala de aula e chega ainda em outras funções essenciais ao processo educativo, como direção, planejamento, supervisão e coordenação pedagógica. O texto inclui ainda professores contratados de forma temporária ou terceirizada.