Governo intensifica em 80% fiscalização ambiental na Amazônia
O avanço ocorre após anos de enfraquecimento das políticas de proteção ambiental no governo Bolsonaro. Entre 2019 e 2020 foram assinados ao menos 57 atos que reduziram a atuação de órgãos fiscalizadores ou flexibilizaram regras de proteção.
Por Itana Oliveira
O governo federal ampliou em 80% as ações de fiscalização ambiental na Amazônia entre 2023 e 2025, fortalecendo o combate ao desmatamento ilegal, ao garimpo e às queimadas. Dados do Ministério do Meio Ambiente indicam cerca de 25 mil operações apenas no último ano, com um aumento de 63% na aplicação de multas ambientais. No mesmo período, o desmatamento ilegal na Amazônia Legal caiu 61%, resultado associado ao reforço da presença do Estado em campo e à recuperação da capacidade operacional dos órgãos ambientais.
O avanço ocorre após anos de enfraquecimento das políticas de proteção ambiental no governo Bolsonaro. Entre 2019 e 2020 foram assinados ao menos 57 atos que reduziram a atuação de órgãos fiscalizadores ou flexibilizaram regras de proteção, segundo estudo publicado na revista Biological Conservation. A desestruturação institucional coincidiu com o crescimento acelerado da devastação, com aumento de 94% do desmatamento em áreas protegidas durante aquele período.
Neste contexto, o atual governo afirma buscar proteger de forma enfática as riquezas naturais do país, que abriga a maior floresta tropical do mundo. O reforço orçamentário do Ibama e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), aliado ao aumento das operações e das punições, marca uma mudança de orientação em relação ao período anterior, com foco na retomada da autoridade ambiental e na contenção efetiva dos crimes que pressionam a Amazônia.
