Lucro que esquenta o planeta
O dado confirma o agravamento acelerado da crise climática, impulsionada pelo pelo sistema liberal que explora recursos naturais sem limites
Por Julia Portela
O modelo de produção predatório, baseado apenas em cifras, aquece o planeta e quem paga a conta é a população. A temperatura média global ficou 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais em 2025. Foi o terceiro ano mais quente já registrado na Terra.
O dado confirma o agravamento acelerado da crise climática, impulsionada pelo pelo sistema liberal que explora recursos naturais sem limites e trata o meio ambiente como fonte inesgotável de lucro.
No Brasil, os efeitos são sentidos de forma brutal. Eventos extremos impactaram 336.656 pessoas e causaram prejuízos de R$ 3,9 bilhões. Ondas de calor sufocantes, secas severas, incêndios e chuvas intensas deixaram hoje fazem parte do cotidiano e afetam moradia, renda e condições de trabalho.
Desde o início da década de 1990, o índice de desastres climáticos no país cresceu 222%. O aumento deixa claro que não se trata de fatalidade natural, mas de ações do homem. Não para por aí. A crise ambiental aprofunda desigualdades e expõe a urgência de transformação estrutural.
