Itaú dá as costas ao Brasil
No próximo dia 18, o banco vai fechar as agências de Camaçari, Barra e Vilas do Atlântico. Depois, no dia 25, as unidades de Ilha de Vera Cruz e Bom Jesus da Lapa encerrarão as atividades.
Por Ana Beatriz Leal
Com lucro líquido recorrente de R$ 46,8 bilhões em 2025, equivalente a R$ 128,2 milhões por dia, o Itaú continua com a política de enxugamento dos pontos de atendimento, desconsiderando a necessidade da população e dos bancários. A Bahia tem sofrido.
No próximo dia 18, o banco vai fechar as agências de Camaçari, Barra e Vilas do Atlântico. Depois, no dia 25, as unidades de Ilha de Vera Cruz e Bom Jesus da Lapa encerrarão as atividades.
No caso de Camaçari, a situação é crítica. A unidade que será desativada conta com 25 funcionários e tem cerca de 22 mil clientes ativos, dos quais 3 mil beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e 7,5 mil clientes de empresas locais com as folhas salariais vinculadas à agência.
O Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação da Bahia e Sergipe está levantando os números sobre os impactos negativos do fechamento das agências de Barra, Vilas do Atlântico, Ilha de Vera Cruz.
A atitude do Itaú não é nova. Há tempos o Sindicato tem protestado, seja em mesa de negociação, manifestações e audiências públicas, sobre o enxugamento nos pontos de atendimento. Em 12 meses, o banco fechou 319 unidades físicas, deixando a clientela a ver navios e muitos bancários sem emprego. Uma crueldade injustificável. Para a empresa, o lucro está acima de tudo e todos.
