7º Marcha do silêncio, é amanhã
O ato reconhece oficialmente a responsabilidade do Estado pelas mortes, um gesto simbólico, mas aguardado há décadas.
Por Julia Portela
Lembrar é também resistir. As atividades em memória sobre os crimes da ditadura civil-militar no Brasil começam hoje, 31 de março, com visita, às 9h30, ao Forte do Barbalho, local de tortura, que o Grupo Tortura Nunca Mais quer transformar em memorial à Resistência.
Os números ainda chocam. A Comissão Nacional da Verdade reconheceu 434 mortos e desaparecidos políticos, 144 deles seguem sem paradeiro, além de cerca de 8,3 mil indígenas assassinados durante o regime. Para movimentos de direitos humanos, a violência que marcou os 21 anos de ditadura ecoa no presente, principalmente com o avanço da extrema-direita e o aumento dos discursos de ódio.
Ainda hoje, 17h, acontece a entrega de certidões de óbito retificadas a familiares de vítimas, no auditório da Ufba (Universidade Federal da Bahia). O ato reconhece oficialmente a responsabilidade do Estado pelas mortes, um gesto simbólico, mas aguardado há décadas.
Amanhã, 1º de abril, acontece a 7ª Marcha do Silêncio, 15h, organizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais. A mobilização sai da Praça da Piedade em direção ao Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos Baianos, transformando as ruas em espaço de memória e cobrança por justiça.
