População de Salvador sofre com desmonte bancário

A concentração dos serviços em um único local resulta em filas, demora e insatisfação generalizada.

Por Julia Portela

O fechamento de agências bancárias é uma realidade cada vez mais comum nas cidades brasileiras. Sob a justificativa de modernização e corte de custos, os bancos reduzem estrutura física, mas deixam para trás um rastro de filas, sobrecarga e dificuldades para quem ainda depende do atendimento presencial.

 

Em Salvador, um exemplo é o fechamento do Santander Calçada, que provoca sobrecarga na unidade Comércio. A concentração dos serviços em um único local resulta em filas, demora e insatisfação generalizada.

 

Diretores do Sindicato da Bahia estiveram na unidade constataram a situação crítica. A agência Comércio, que absorveu a demanda da Calçada, opera sem estrutura adequada, número de funcionários insuficiente e com recorrente falta de dinheiro nos caixas eletrônicos.

 

Vale destacar que no ano passado os bancos fecharam 19 agências bancárias em Salvador, segundo o relatório elaborado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Os dados mostram que a capital concentra 39,6% de todos os fechamentos registrados no Estado ao longo de 2025, evidenciando que o caso da Calçada não é isolado, mas parte de uma política contínua de desmonte do atendimento bancário.