Lista suja do trabalho escravo dispara no país

Divulgada semestralmente, a lista tem como objetivo dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo. A inclusão ocorre após processo administrativo com direito à defesa, e os nomes permanecem publicados por dois anos.

Por Caio Ribeiro

O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) atualizou o cadastro de empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão, incluindo 169 novos nomes. Com isto, a chamada “lista suja” passa a reunir 613 empregadores, entre pessoas físicas e jurídicas, reforçando a gravidade e a persistência deste tipo de violação no país.

 

Os casos que motivaram as inclusões ocorreram entre 2020 e 2025 e resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores submetidos a condições degradantes. Entre as atividades com maior incidência estão serviços domésticos, pecuária, cultivo de café e construção civil, setores historicamente associados à precarização das relações de trabalho.

 

A atualização também revela a dimensão nacional do problema, com registros em 21 estados, incluindo a Bahia, que aparece entre as unidades com maior número de ocorrências. Especialistas apontam que a prática está diretamente ligada à desigualdade social e à falta de fiscalização suficiente para coibir abusos.

 

Divulgada semestralmente, a lista tem como objetivo dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo. A inclusão ocorre após processo administrativo com direito à defesa, e os nomes permanecem publicados por dois anos, funcionando como instrumento de pressão e responsabilização contra quem viola direitos trabalhistas básicos.