GEVs cobram equiparação na Caixa
Na prática, os empregados exercem funções estratégicas, com alto grau de cobrança por metas e resultados, sem o devido enquadramento na estrutura de carreira do banco.
Por Redação
Os Gerentes Executivos de Varejo da Caixa intensificam, em todo o país, a mobilização por mudanças estruturais na função. A principal reivindicação é a adequação do cargo ao nível hierárquico e salarial de funções equivalentes em outras áreas do banco, como as superintendências de Habitação (SEH) e de Governo (SEG), enquadradas no nível T1-N5.
A demanda é antiga. Foi aprovada no Encontro Nacional da AGECEF, em 2023, e, desde então, vem sendo levada à direção do banco e, em alguns estados já passou para o campo jurídico. Na Bahia o Sindicato dos Bancários estuda ingressar com processo para garantir o reconhecimento do direito.
A principal insatisfação são as responsabilidades atribuídas aos GEVs e a remuneração recebida. Na prática, os empregados exercem funções estratégicas, com alto grau de cobrança por metas e resultados, sem o devido enquadramento na estrutura de carreira do banco.
Outro problema é a falta de padronização na gestão das demandas entre as SEVs (Superintendências Executivas de Varejo). Para as entidades, isso mostra um problema de encarreiramento na Caixa. Na avaliação dos dirigentes sindicais, o volume e a complexidade das atribuições justificariam, no mínimo, uma equiparação com funções como a de gerentes de PJ (Pessoa Jurídica).
Vale destacar que a situação se agravou após a reestruturação da Rede de Varejo, em 2020, durante a gestão de Pedro Guimarães. Desde então, os GEVs passaram a enfrentar uma rotina de sobrecarga de trabalho, acúmulo de funções e falta de clareza nas atribuições do cargo.
