Violência e trabalho escravo crescem no campo
A maior parte dos assassinatos ocorreu na Amazônia Legal, com destaque para estados como Pará, Rondônia e Amazonas. O relatório também aponta crescimento nos casos de trabalho análogo à escravidão. Ano passado foram registrados 159 casos, um aumento de 5%.
Por Caio Ribeiro
O Brasil registrou aumento nos assassinatos e nos casos de trabalho escravo no campo, segundo dados divulgados pela CPT (Comissão Pastoral da Terra). Apesar da queda no número total de conflitos rurais em 2025, a violência se intensificou: o total de mortes dobrou, passando de 13 para 26 vítimas no período.
A maior parte dos assassinatos ocorreu na Amazônia Legal, com destaque para estados como Pará, Rondônia e Amazonas. Os dados evidenciam que povos indígenas, posseiros, quilombolas e trabalhadores sem-terra seguem entre os principais alvos da violência no campo.
O relatório também aponta crescimento nos casos de trabalho análogo à escravidão. Ano passado foram registrados 159 casos, um aumento de 5%, além de quase 2 mil trabalhadores resgatados, alta de 23% em relação ao ano anterior. As ocorrências concentram-se principalmente em atividades como construção, lavouras, mineração e pecuária.
Os números reforçam a gravidade da situação no meio rural brasileiro, marcada por violações de direitos humanos e precarização das condições de trabalho. Para especialistas, o cenário exige maior fiscalização e políticas públicas efetivas para conter a violência e erradicar práticas ilegais que ainda persistem no país.


