Burnout dispara no Brasil

Estimativas apontam que cerca de 30% dos trabalhadores sofrem com transtornos ligados ao esgotamento profissional, enquanto outras pesquisas indicam que este número pode chegar a 33 milhões de pessoas afetadas em todo o país.

Por Caio Ribeiro

O avanço da síndrome de burnout tem acendido um alerta entre trabalhadores e especialistas em saúde. Também conhecido como esgotamento profissional, o problema se manifesta por desmotivação, queda de produtividade e uma sensação persistente de ineficácia. Entre os sinais mais comuns estão alterações de identidade, vazio interno, confusão emocional, distanciamento entre vida pessoal e profissional, além da perda de espontaneidade e autoestima no dia a dia.

 

Estimativas apontam que cerca de 30% dos trabalhadores sofrem com transtornos ligados ao esgotamento profissional, enquanto outras pesquisas indicam que este número pode chegar a 33 milhões de pessoas afetadas em todo o país.

 

O cenário se agrava quando se observam os afastamentos do trabalho. Em 2024, mais de 470 mil brasileiros foram afastados por transtornos mentais e comportamentais, o maior número já registrado. O crescimento acelerado reforça a urgência de medidas voltadas à saúde mental no ambiente laboral.

 

Os diagnósticos de burnout dispararam nos últimos anos. No ano retrasado, os casos foram seis vezes maiores do que os registrados em 2021, enquanto os afastamentos concedidos pelo INSS cresceram quase 1000% na última década. O quadro reforça a necessidade de políticas efetivas de prevenção e de melhores condições de trabalho para conter o avanço do adoecimento entre os trabalhadores.