Mais espaço para a mulher. Mas, o salário é menor
O destaque vai para as pretas e pardas, com crescimento de 29% no período analisado. Em números saíram de 3,2 milhões para 4,2 milhões.
Por Redação
Ao olhar para os escritórios, clínicas, agências bancárias, é possível concluir que as mulheres ganharam mais espaço. Os dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) confirmam. A participação feminina no mercado de trabalho cresceu 11% na comparação com 2023.
O destaque vai para as pretas e pardas, com crescimento de 29% no período analisado. Em números saíram de 3,2 milhões para 4,2 milhões. Apesar do aumento, elas ainda têm de se submeter a salários menores, em média 21,3% menor do que os homens.
A taxa praticamente não mudou em três anos. Em 2023, quando entrou em vigor a lei nº 14.611, que reforça a igualdade salarial e critérios remuneratórios entre homens e mulheres, elas recebiam 20,7% a menos.
O relatório do MTE se baseia em dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e reúne informações de cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados.
Segundo o levantamento, o salário médio no país, que reúne todos os salários e divide pelo número de trabalhadores, é de R$ 4.594,89. Outro ponto positivo foi o avanço nas políticas internas das empresas, como jornada flexível, auxílio-creche, licenças parentais estendidas e planos de cargos e salários.


