Mais 26,5 milhões de pessoas livres da insegurança alimentar
O resultado representa uma das maiores conquistas sociais recentes do país e demonstra o impacto direto da retomada de políticas públicas voltadas ao combate à pobreza, geração de renda e garantia do direito à alimentação.
Por Caio Ribeiro
O Plano Brasil Sem Fome já retirou 26,5 milhões de brasileiros da situação de insegurança alimentar desde o início do governo Lula, segundo dados divulgados pelo governo. O resultado representa uma das maiores conquistas sociais recentes do país e demonstra o impacto direto da retomada de políticas públicas voltadas ao combate à pobreza, geração de renda e garantia do direito à alimentação. A redução da fome volta a colocar o tema da inclusão social no centro das prioridades nacionais após anos de agravamento da miséria.
O avanço ocorre depois de o Brasil ter retornado ao Mapa da Fome durante o governo Bolsonaro, período marcado pelo desmonte de programas sociais, aumento do desemprego, inflação dos alimentos e abandono de políticas de segurança alimentar. Milhões de famílias passaram a enfrentar dificuldades para garantir refeições básicas no dia a dia, enquanto cresciam o desemprego, a informalidade e a precarização das condições de vida da classe trabalhadora.
Entre as medidas responsáveis pela melhora dos indicadores estão o fortalecimento do Bolsa Família, a valorização real do salário mínimo, a ampliação de programas de assistência social, investimentos na agricultura familiar e ações voltadas à merenda escolar e ao acesso à alimentação saudável. O governo também ampliou a articulação com estados e municípios para enfrentar a fome de forma integrada, buscando garantir proteção social às famílias mais vulneráveis.
Os números reforçam que o combate à fome depende da presença do Estado, distribuição de renda e investimento em políticas públicas permanentes. Mais do que estatística, os 26,5 milhões de brasileiros que deixaram a insegurança alimentar representam famílias que voltaram a ter dignidade, acesso ao básico e esperança de uma vida melhor. A superação da fome segue como desafio nacional, mas os dados mostram que, com prioridade política e compromisso social, é possível reconstruir direitos e reduzir desigualdades históricas no país.


