Funcionários do Itaú entregam pauta no dia 2 de julho

A pauta de reivindicações específicas dos funcionários do Itaú já tem data para chegar às mãos da direção do banco. O documento, aprovado durante o Encontro Nacional, em São Paulo, será entregue no dia 2 de julho.

Por Rose Lima

A pauta de reivindicações específicas dos funcionários do Itaú já tem data para chegar às mãos da direção do banco. O documento, aprovado durante o Encontro Nacional, em São Paulo, será entregue no dia 2 de julho.


Entre os principais pontos da minuta estão medidas para combater o adoecimento dos trabalhadores, a melhoria das condições de trabalho, a manutenção dos direitos dos aposentados e o debate sobre o futuro do trabalho no setor bancário.


O fechamento de agências, que avança em todo o país, é outro assunto. Somente neste ano, o maior banco privado do Brasil deve encerrar as atividades de 250 unidades. Além de reduzir postos de trabalho, a política de enxugamento da rede física provoca sobrecarga nas agências remanescentes, aumento da pressão e insegurança entre os empregados. 


O movimento sindical também alerta para os impactos da medida no atendimento à população, especialmente em cidades e bairros que ficam sem estruturas presenciais do banco. Na Bahia, em abril, quatro agências foram fechadas. 


A saúde dos funcionários é outra prioridade. Os trabalhadores cobram ações efetivas para enfrentar o crescimento dos casos de adoecimento mental relacionados às metas abusivas, ao assédio moral e ao ambiente de constante pressão. A pauta prevê melhorias nos processos de afastamento por questões de saúde e mais garantias para quem precisa de tratamento médico.


Os aposentados também estão entre as preocupações. Os representantes dos trabalhadores defendem alternativas que garantam a permanência nos planos de saúde, diante dos altos custos enfrentados após o encerramento da vida profissional.


Outro assunto é o trabalho híbrido. O debate ganhou força após o Itaú comunicar mudanças nas regras de presencialidade para os próximos anos. O movimento sindical defende a manutenção do trabalho remoto e das modalidades híbridas. O entendimento é de que o modelo contribui para a qualidade de vida dos trabalhadores e pode ser conciliado com os resultados da empresa.