BB recusa assumir maior fatia do custeio da CassI
As entidades sindicais cobraram solução com garantia da sustentabilidade da Cassi sem comprometer a capacidade financeira dos associados.
Por Julia Portela
Uma proposta que transfere quase metade da conta da Cassi para os funcionários foi rejeitada pelo movimento sindical. Em negociação realizada na terça-feira (23/06), o Banco do Brasil apresentou um aporte extraordinário de R$ 2,3 bilhões para recompor as reservas da Caixa de Assistência, mas manteve uma divisão dos custos considerada injusta pelas entidades, que defendem maior responsabilidade do banco na preservação do plano de saúde.
As entidades sindicais cobraram solução com garantia da sustentabilidade da Cassi sem comprometer a capacidade financeira dos associados. A proposta é para que o BB arque com 70% do aporte extraordinário, enquanto os bancários contribuam com 30%. Antes da negociação, os representantes se reuniram em São Paulo para alinhar a estratégia e reafirmar a defesa de um modelo de custeio justo, além de discutir soluções para o período pós-laboral dos empregados admitidos após 2018 e o atendimento aos funcionários oriundos de bancos incorporados.
Como alternativa à proposta do banco, os sindicatos defenderam que a instituição inicie a contribuição extraordinária já em julho, parcelada em 18 meses, deixando a definição da participação dos associados para depois de uma consulta ao corpo social. Também foi reivindicada a criação imediata de um grupo de trabalho para elaborar uma proposta de reforma estatutária da Cassi, contemplando temas como governança e adequações às normas regulatórias.
Sem apresentar resposta à contraproposta das entidades, o Banco do Brasil encerrou a reunião comprometendo-se a marcar uma nova rodada de negociação nos próximos dias. O movimento sindical reforçou que seguirá mobilizado para impedir que os trabalhadores arquem com uma parcela desproporcional dos custos e para garantir uma Cassi sustentável, forte e acessível.


