“Pix americano” utilizado para lavar dinheiro
De acordo com as apurações, o sistema era utilizado na movimentação de recursos, por meio de transferências ilícitas de criptomoedas e operações bancárias de alto valor entre narcotraficantes internacionais.
Por Juliana Ambrozi
Investigação da PF revela hipocrisia de Trump, que tenta intervir na soberania de países latinos, sob desculpa de combate ao crime organizado, enquanto o sistema financeiro dos Estados Unidos é utilizado para lavar recursos atrelados a esquemas de tráfico internacional de drogas.
De acordo com as apurações, o sistema era utilizado na movimentação de recursos, por meio de transferências ilícitas de criptomoedas e operações bancárias de alto valor entre narcotraficantes internacionais.
Ao contrário do Pix, a Zelle, rede de pagamentos digitais dos EUA investigada pela PF, é operada pela Early Warning Services, empresa privada atrelada a um dos maiores bancos norte-americanos, incluindo o Bank of America, anteriormente investigado por lavagem de dinheiro e outras fraudes no Zelle.
A PF expediu 11 mandados de prisão temporária e 13 ordens de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio e a retenção R$ 10 milhões em bens e criptoativos vinculados a 13 pessoas físicas e 73 pessoas jurídicas.
Em recente ida aos EUA, o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, chegou a defender a flexibilização do Pix em favor do Zelle, mais uma evidência clara de subordinação aos Estados Unidos. Apesar de possuírem objetivos semelhantes, as capacidades do Zelle são mais limitadas, visto que se trata de um serviço privado que utiliza medidas de segurança menos rigorosas para combater fraudes.


