A energia esgotada pelo burnout

Em meio ao debate e à entrada em vigor, ainda que de forma não ideal, da NR-1, que recoloca a saúde mental no centro da regulação trabalhista, o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, da Wellhub, revela que 90% dos trabalhadores relataram sintomas de burnout no último ano.

Por Ana Beatriz Leal

Burnout significa esgotamento. Como um fósforo que se apaga, uma bateria que descarrega ou um copo que se esvazia gota a gota. A síndrome, infelizmente realidade de muitos escritórios, hospitais, agências bancárias e tantos outros locais de trabalho, atinge 9 em cada 10 profissionais.
 

Em meio ao debate e à entrada em vigor, ainda que de forma não ideal, da NR-1, que recoloca a saúde mental no centro da regulação trabalhista, o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, da Wellhub, revela que 90% dos trabalhadores relataram sintomas de burnout no último ano.
 

A atenção à saúde e o comprometimento das empresas com a NR-1, inclusive, integra a pauta da categoria bancária, em campanha salarial. O estresse e o esgotamento podem ter consequências diversas, todos negativos. 
 

Pesquisa da Deloitte mostra que 40% dos impactos são sentidos na saúde mental, seguidos por efeitos físicos (33%) e sociais (21%). Tem mais. O rendimento no trabalho cai e o sono vai embora, literalmente. Segundo a Wellhub, 69% dos profissionais dormem menos de sete horas por noite, o que pode desencadear diversos outros problemas.
 

Os efeitos também são financeiros. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, por ano, 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos por conta da depressão e ansiedade. O custo à economia global é quase US$ 1 trilhão.