BB: muita fala, poucas respostas
Ao invés de apresentar soluções, o banco apenas apresentou o programa Revisa, voltado a estabelecer mecanismos para que gestores possam solicitar a revisão de metas.
Por Rose Lima
A negociação entre a CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do BB) e a direção da empresa terminou mais uma vez sem as respostas esperadas. Na sétima rodada, realizada nesta sexta-feira (14/08), o banco não apresentou devolutivas para reivindicações importantes e, na prática, repetiu a estratégia adotada pela Fenaban: adiar as respostas.
A expectativa era por avanços nas demandas já colocadas à mesa, especialmente em relação à construção de um novo PCS (Plano de Cargos e Salários) e à contratação de novos funcionários.
Ao invés de apresentar soluções, o banco apenas apresentou o programa Revisa, voltado a estabelecer mecanismos para que gestores possam solicitar a revisão de metas.
A iniciativa, no entanto, não enfrenta o ponto central da reivindicação, o combate às metas abusivas e a pressão por resultados dentro do Banco do Brasil. O diretor Jurídico do Sindicato dos Bancários da Bahia, Fábio Ledo, reforça ser fundamental discutir a própria lógica de cobrança, os critérios utilizados pelo banco e os impactos que a pressão provoca no cotidiano dos funcionários.
Diante da ausência de devolutivas, o BB se comprometeu a apresentar uma proposta definitiva na próxima reunião de negociação, quarta-feira. Até lá, a categoria deve manter a mobilização. “Sem pressão dos trabalhadores, a tendência é que as respostas continuem sendo adiadas”, conclui Fábio Ledo.


