Negro, pouco representado no Congresso
Apesar do aumento no número de candidaturas negras nas eleições de 2022, a presença de pessoas pretas e pardas entre os eleitos para o Congresso Nacional ficou abaixo de 30%.
Por Caio Ribeiro
Apesar do aumento no número de candidaturas negras nas eleições de 2022, a presença de pessoas pretas e pardas entre os eleitos para o Congresso Nacional ficou abaixo de 30%. Um estudo do Insper, feito com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mostra a diferença entre a quantidade de candidatos negros e aqueles que conseguem uma vaga no Legislativo.
Em 2022, pessoas negras representaram 22,2% dos eleitos para o Senado e 26,5% dos deputados federais. Apesar do aumento em relação a 2014, quando os índices eram de 18,5% no Senado e 19,9% na Câmara, os números ainda mostram representação menor do que a proporção da população negra.
A desigualdade também aparece nas eleições deste ano. Das mais de 20 mil candidaturas registradas, 49,9% são pessoas pretas ou pardas. Mesmo com a participação expressiva, os dados mostram que o número não se transforma, na mesma proporção, em representantes eleitos.
Para analisar essa diferença, o estudo utiliza o IER (Índice de Equilíbrio Racial), que compara a presença de pessoas negras entre candidatos e eleitos com a proporção da população negra. Nas últimas eleições, o índice foi de 0,75 no Senado e 0,49 na Câmara. Os dados mostram que, apesar dos avanços, a representação política da população negra ainda está distante de ser proporcional.


