COLUNA SAQUE
ESPÍRITO GOLPISTA
Muito tímida, a cobertura da mídia corporativa do evento de ontem, no Palácio do Planalto, para marcar os três anos do 8 de janeiro, momento histórico, quando as forças democráticas desmontaram mais um plano das elites para golpe de Estado, liderado pelo ex-presidente Bolsonaro. Fato raro na República. O espírito golpista é imanente à tal “grande imprensa”.
ERRO GRAVÍSSIMO
Por motivo algum, salvo um problema grave de saúde, o presidente do STF, Edson Fachin, não poderia faltar ao ato pela memória do triunfo da democracia no 8 de janeiro de 2023. Foi um erro gravíssimo, não apenas porque a Corte condenou os golpistas, mas acima de tudo porque o Supremo foi e tem sido um dos maiores alvos dos ataques do golpismo.
PRINCIPAL BASTIÃO
No Brasil, a partir da escalada da extrema direita com ataques fascinazistas às instituições, à legalidade, o STF se tornou o maior bastião na defesa do Estado democrático de direito. Hoje, o futuro da democracia brasileira, da República, depende diretamente da capacidade do Supremo de fazer valer a Constituição. Qualquer posição vacilante pode ser fatal.
FORNECEM PISTAS
A cobertura pífia da mídia comercial, as ausências dos presidentes do STF, Edson Fachin, da Câmara, Hugo Motta (PR-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), à cerimônia pela democracia, ajudam a dimensionar as dificuldades que as forças progressistas terão no desafio de reafirmar o projeto de democracia social com a reeleição de Lula. As elites nunca foram democráticas.
DEBATER MAIS
Complexa e delicada, a proposta de divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, defendida por setores do governo após a saída do ministro Ricardo Lewandowski. Seria mesmo a melhor alternativa para reforçar o combate ao crime organizado? É recomendável ter mais cautela, discutir mais a questão, antes de tomar uma decisão final.
