COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
VALE TUDO
A confirmação de que, desde janeiro, bem antes do pedido aprovado na CPMI do INSS, o ministro André Mendonça, do STF, já havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Silva, filho de Lula, é mais uma prova de que a direitona vai recorrer a todos os meios, inclusive escusos, para tentar interromper o projeto de democracia social.
PORTO SEGURO
Após fraquejar em dois golpes da direitona, o impeachment de Dilma sem crime de responsabilidade (2016) e a prisão sem provas de Lula (2018), o STF se regenerou e tem sido, como manda a Constituição, o porto seguro da democracia e da República no Brasil. Suprema resistência. Por isto os bolsonaristas o atacam tanto e criam intrigas para dividir os ministros.
FALTA MOBILIZAÇÃO
Com a escalada do fascinazismo em nível global, a democracia corre risco em todo mundo. No Brasil, a legalidade, a vida democrática, pautada na lei, é sustentada basicamente no plano institucional, no caso o STF. Infelizmente, por motivos diversos, a mobilização popular se mantém incipiente. O povo na rua é importante para fazer a luta política e respaldar o Supremo.
GRANDE DIFERENÇA
Em 2022, quando o fascinazismo de Bolsonaro perdeu nas urnas para a democracia social de Lula, o presidente do TSE era Alexandre de Moraes, que impediu tramoias da direitona, e do STF Rosa Weber. Na eleição deste ano, decisiva para a ordem democrática, a Justiça eleitoral será presidida pelo bolsonarista Nunes Marques e o Supremo pelo lavajatista Edson Fachin.
MAIORES COLÉGIOS
Alvissareiras, as notícias de que Lula teria convencido o ministro Fernando Haddad (Fazenda), a disputar o governo paulista, com Simone Tebet e Marina Silva candidatas ao Senado, e também o senador Rodrigo Pacheco a concorrer ao Executivo mineiro. Embaraços para Tarcísio em São Paulo e Zema em Minas, justamente os dois maiores colégios eleitorais do país.
