COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
GRANDE TESTE
Na quarta-feira (25/02), o pleno do STF vota a suspensão, determinada pelo ministro Flávio Dino, dos “penduricalhos” no serviço público, artifícios usados pelas elites, no topo da burocracia estatal, especialmente no Judiciário, para aumentos escandalosos dos salários. A votação acontece em meio a ataques da direita para dividir o Supremo e fragilizar a resistência democrática.
REPUBLICANA AÇÃO
A informação de que as manobras para driblar o teto salarial constitucional aumentaram 43% em um ano e hoje sangram em mais de R$ 10 bilhões o erário, confirmam o acerto da decisão do ministro Flávio Dino, do STF, de acabar com os “penduricalhos” no serviço público para multiplicar os salários dos que se acham donos do poder. Suprema ação republicana.
JUSTIÇA NEGADA
Um Judiciário sem a mínima responsabilidade social, elitista, voltado exclusivamente para interesses pessoais, corporativos, que em vez de fazer Justiça, consagra privilégios. É a imagem que fica para a sociedade da reação organizada de magistrados contra a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, de acabar com os “penduricalhos”. É a negação da Justiça, da República.
NUNCA FALHA
Retrato fiel da direita nativa: ataca o STF por investigar funcionários federais que vendem dados sigilosos de autoridades, é contra o fim dos “penduricalhos” para engordar salários no serviço público, não aceita o combate ao feminicídio, tampouco o fim da escala 6x1, se opõe ao vale-gás, sempre quis acabar o bolsa família e demais programas sociais. Odeia povo.
NO CAMINHO...
“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada”. Trump faz lembrar Eduardo Alves da Costa, no livro No caminho, com Maiakóvski.
