COLUNA SAQUE
EFEITO DIABÓLICO
A absurda atitude do ex-atacante Túlio, de proibir a filha de estudar em universidade pública para “preservar os valores familiares”, demonstra o preocupante grau de deformação de expressiva parcela da sociedade brasileira, causada pela insanidade bolsonarista e pregações fascinazistas de frações majoritárias das igrejas evangélicas. Combinação diabólica.
OBJETIVO ECONÔMICO
A iniciativa privada sempre quis meter a mão na fabulosa e rica rede de universidades federais, alvo de constantes fake news. Em 2019, primeiro ano da tragédia Bolsonaro, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, as classificou como “balbúrdia” e chegou a espalhar que nos espaços se plantava até maconha. A intenção é acabar o ensino público.
VALE RELEMBRAR
O falso moralismo e o mau-caratismo da extrema direita não têm limites. O ex-jogador de futebol Túlio, que impediu a filha de estudar na UFRJ e na UERJ, sob o argumento de “preservar os valores familiares”, é o mesmo que, conforme denunciado ano passado, mostrou a foto da genitália para a então repórter da Globo, Bárbara Coelho. Marca registrada bolsonarista.
FATOS ASSUSTADORES
O mal que a teologia do domínio, praticado na maioria das igrejas evangélicas, tem causado aos brasileiros é assustador. Após Túlio proibir a filha de estudar em universidade pública, a deputada estadual bolsonarista do Ceará, Silvana Sousa, rasga em plenário o Pacto contra o Feminicídio, alegando que as mulheres morrem por não obedecerem a Bíblia.
CONTA OUTRA
Difícil acreditar que um reacionário como o presidente da Câmara, Hugo Motta (PR-PB), bolsonarista juramentado, tenha o mínimo de simpatia com o fim da escala 6x1. Como legítimo representante da oligarquia rural, pode até não admitir, em ano eleitoral, que é contra, mas a tendência é trabalhar para derrotar o projeto. É uma figura que não merece a menor confiança.
