COLUNA SAQUE
BEM ENCAMINHADO
Nos planos político e eleitoral, o ano de 2026 começa bem para o projeto de democracia social e a reeleição de Lula, que se mantém líder em todas as pesquisas e ainda é visto em nível global como o líder capaz de conseguir um entendimento na Venezuela. Na oposição, briga interna com a exigência dos bolsonaristas para que Tarcísio anuncie apoio a Flávio Bolsonaro.
INVEJA MATA
Para deixar os bolsonaristas morrendo de inveja, os dois filmes brasileiros vencedores de prêmios internacionais - Ainda estou aqui e O agente secreto - expõem crimes da ditadura, que eles tanto renegam, acontecem no governo Lula e, para irritá-los ainda mais, os diretores e atores fizeram severas críticas a Bolsonaro e aos métodos fascinazistas da extrema direita. Roda a fita.
DOSE DUPLA
Duas significativas premiações para O agente secreto no Globo de Ouro - melhor filme de língua não inglesa e melhor ator - e duas declarações sensatas: “A ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil” (Wagner Moura) e “Bolsonaro foi epicamente irresponsável em não liderar o país. O cinema pode expressar insatisfações da sociedade” (Kleber Mendonça Filho).
CINEMA REALISTA
Na história recente da cinematografia nacional, os dois mais notórios filmes, vencedores em nível global - Ainda estou aqui e O agente secreto - trilham o cinema realista, comprometido em retratar a realidade brasileira, os dramas de quem ousa desafiar o establishment, as contradições do sistema, as injustiças e as formas duras de coerção no capitalismo periférico.
GANHA TEMPO
A atitude de Trump, de anunciar reunião com a líder da oposição venezuelana María Corina Machado e ao mesmo tempo se oferecer para encontro pessoal com a presidenta interina Delcy Rodriguez, é mais um sintoma claro de que os EUA não sabem qual o próximo passo a dar na Venezuela após o sequestro de Maduro. Melhor para a recomposição do regime bolivariano.
