COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
SERIA VETADO
A liberdade de o Itamaraty realizar seminário para exaltar o sionismo e referendar o genocídio palestino, mesmo contrariando a posição oficial brasileira, é o que faz a diferença entre o governo democrático do presidente Lula e a tradição autoritária da direitona. Se fosse com Bolsonaro, o evento não aconteceria e nem sequer seria proposto. O fascinazismo não admite o contraditório.
MUITAS CRÍTICAS
Apesar de resultar do tom republicano imprimido por Lula na gestão do Poder Executivo, sobram críticas no campo progressista contra o seminário pró sionismo do Itamaraty. Afinal, não se trata de simples divergência política ou econômica, mas de o governo brasileiro endossar os crimes sionistas, os assassinatos de crianças e mulheres em Gaza, Líbano e Irã.
SERVIL “PATRIOTA”
Alexandre Ramagem ser deportado ou extraditado é improvável. Expulso da PF após condenação na trama golpista, foi diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). É o típico cão de guarda do império, detém informações importantes que interessam aos EUA na retomada da doutrina Monroe, a submissão plena da América Latina. “Patriota” servil à metrópole.
SUJEIRA GERAL
Ele sabe de muita sujeira. A prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por favorecer ilicitamente o Master, banco de Daniel Vorcaro, não ameaça o futuro político apenas do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), licenciado para disputar o Senado, e a vice Celina Leão (PP). Na “curriola” bolsonarista, também correm risco Flávio, Tarcísio e outros espertões.
ESTILO FLÁVIO
A aprovação do fim da escala 6x1, em tramitação na Câmara, exige atenção plena das forças progressistas e pressão máxima dos movimentos sociais. A mobilização popular é decisiva. Para não se queimarem em momento eleitoral, os bolsonaristas dizem publicamente que apoiam a proposta, mas por debaixo do pano fazem de tudo para derrotá-la. É a cara de Flávio.
