COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
TENDÊNCIA LULA
A nova pesquisa Quaest, que mostra empate técnico com Lula (42%) na frente de Flávio (41%) no 2º turno - no 1º a diferença é de 6 pontos para o presidente - é mais um sinal claro de que com a aproximação da eleição e o debate sobre as grandes questões nacionais na ordem do dia, a tendência é a consolidação da liderança do projeto de democracia social. Assim seja.
ÓTIMAS CHANCES
O atual quadro eleitoral, tanto no plano institucional como político, das ruas, da vontade do povo brasileiro, permite arriscar dizer que se a eleição de 2022 foi decidida por diferença de apenas 1,8%, a deste ano, marcada para outubro - primeiro turno dia 4 e o segundo dia 25 - deve ser ainda mais apertada. Lula tem boas chances de reeleição. Que os deuses da democracia digam amém.
ORIGEM VICIADA
Com a escalada da extrema direita em nível global, os fascinazistas nativos, comandados pelo clã Bolsonaro, se sentem fortalecidos e usam o Legislativo, onde têm maioria, para atacar o Judiciário e o Executivo, criando uma tensão institucional perigosa. É neste contexto que se encaixam a tentativa de tirar os golpistas da cadeia (dosimetria) e a candidatura de Flávio a presidente.
CAUSA ALIENAÇÃO
Uma análise à luz da razão sobre a corrida presidencial estar em empate técnico entre os dois principais candidatos expõe o alto grau de nocividade das fake news e das big techs para a democracia e a construção da cidadania. Diante da tragédia que foi o governo Bolsonaro, era para Lula estar na frente, disparadamente. A desinformação em massa aliena a sociedade.
SEM ILUSÃO
Com certeza, a altivez no encontro com Trump elevou a imagem de Lula como grande estadista em nível global e o fortaleceu internamente na corrida presidencial. Mas, ninguém se engane, o presidente dos EUA quer mesmo é a vitória de Flávio Bolsonaro, para facilitar o saque à riqueza nacional. Portanto, nada de ilusão. É pé no chão com foco na disputa pelo voto popular.


