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COLUNA SAQUE

Por Rogaciano Medeiros 

 

BEM ENCAMINHADO

Se não cometer nenhum erro aberrante e não for vítima de mais um lawfare - uso do aparato jurídico para destruir adversários transformados em inimigos -, como foi em 2018, Lula tem tudo para se reeleger no 1º turno, o que seria ótimo para a afirmação do projeto de democracia social, autonomia do governo, para a soberania nacional e a neutralização do fascinazismo.

 

MENOS DANOSO

Do ponto de vista bolsonarista, é racional Bolsonaro não aceitar o PL trocar o nome de Flávio na corrida presidencial. Politicamente é menos danoso ir até o final, mesmo sabendo ser inevitável a derrota. A substituição significa renunciar ao comando da extrema direita no Brasil. E Valdemar Costa Neto não tem coragem de peitar o ex-presidente. Por enquanto, tudo como dantes.

 

MAIS PODRIDÃO

A cada passo da investigação, o odor fétido do lamaçal bolsonarista exala ainda pior. A operação de busca e apreensão, ontem, em endereços do ex-governador Cláudio Castro (PL) e outros cúmplices vai revelar muito mais podres das relações promíscuas entre Banco Master, BRB, Vorcaro, o clã Bolsonaro e Ibaneis Rocha. Flávio sabe que vem mais sujeira por aí.

 

OBSESSÃO MESSIÂNICA

Lula está querendo reenviar o nome de Jorge Messias ao STF para o Senado avaliar. Se for depois da eleição, menos mal, porque embora não se vislumbre uma mudança ampla na maioria conservadora do Congresso, a simples reeleição estabelece novos parâmetros de governabilidade. Pois é, difícil entender esta obsessão do presidente pelo advogado geral da União.

 

EFEITO RENTISTA

Na década de 1970 havia uma série na TV chamada “O homem de seis milhões de dólares”, valor astronômico para a época, gasto na montagem de um “super-homem” para “defender” o capitalismo. Hoje, qualquer escândalo envolve, no mínimo, centenas de milhões. O caso Master gira em torno de R$ 50 bilhões. Degeneração que leva a marca do ultraliberalismo rentista.

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