COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
BEM IMPROVÁVEL
O vídeo de Michelle, esculhambando o enteado, senador Flávio Bolsonaro, fez a mídia retomar o debate sobre possível mudança na candidatura do PL na corrida presidencial. No desespero, as elites tramam uma troca de nome, mas, por enquanto, parece improvável. O patriarca não aceita e sem os votos do clã a direitona não tem a mínima chance, mesmo com todas as fake news.
DEIXA BRIGAREM
Nada melhor para a democracia, para os valores republicanos, para a civilidade, para o bem-estar da sociedade, do que a briga interna encarniçada na extrema direita entre Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, e Michelle, que ainda sonha em ser a candidata dos reaças, do agro, dos bancos, da Fiesp, das big techs e bets. Serve para atrofiar o ultraliberalismo fascinazista.
FICA, FLÁVIO
Sobre dominação, poder e corrida presidencial. Embora pareça absurdo, na perspectiva da sobrevivência política, tem lógica a posição do clã de não admitir apoiar outro presidenciável que não tenha o DNA Bolsonaro, pois a família perderia o comando da extrema direita no Brasil. Para completar, na realidade atual Flávio parece mais fácil para Lula vencer. Então, deixa ele aí.
AJUDA ENTENDER
O pensamento de Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, sobre o papel da mulher na sociedade, se baseia fielmente na fala preconceituosa e misógina do apoiador Paulo Figueiredo, refugiado nos EUA, de que “não sabe votar e atrapalha”. Ou seja, indiretamente defendeu a cassação do direito de voto. Não é em vão que a maioria do eleitorado feminino prefere Lula.
EXTREMA DIREITA
Os estudiosos, pesquisadores e amantes das Ciências Sociais têm razão ao anunciarem o fim daquela direita arrumadinha, perfumada, dita liberal e que às vezes até respeitava a Constituição e outras leis. Acabou, o capitalismo se degenerou para o ultraliberalismo fascinazista, o mundo cão, o despotismo de mercado, o rentismo. Agora, a hegemonia nas elites é da extrema direita.


