COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
“NEM TCHUM”
É como diz o povo, “contando ninguém acredita”. Até o senador Hamilton Mourão (PR-RS), general da reserva, que foi vice-presidente de Bolsonaro, coligado do clã, cobra explicações públicas sobre quanto Flávio recebeu de Vorcaro para o tal filme Dark Horse e como gastou o dinheiro, mas o relator do caso no STF, André Mendonça, “nem tchum”. Fica feio para o ministro.
“BARRIL DOBRADO”
A chance maior é Lula se reeleger e avançar no projeto de democracia social, que combina solidez institucional e voto livre com redução da pobreza. Mas, se Flávio ganhar será “barril dobrado” para o Brasil e os brasileiros mais carentes, a imensa maioria, desmonte das políticas públicas, desemprego e carestia. Pior do que foi o governo Bolsonaro, o pai, preso na trama golpista.
SERIA NEFASTO
Uma tragédia do tipo Flávio Bolsonaro se eleger presidente, o que parece improvável, segundo as pesquisas, não vai sacrificar apenas o povo, as classes médias inferiores para baixo, mas também atinge mortalmente a soberania nacional, o Pix, com a entrega das terras raras e toda riqueza do país. O presidenciável do PL vai transformar o Brasil em colônia dos EUA.
BEM ANTAGÔNICOS
A eleição deste ano, de novo, põe em jogo dois projetos bem distintos. De um lado a democracia social de Lula, desconcentração da riqueza, superação da pobreza, defesa da soberania nacional e do direito à autodeterminação. Do outro, o ultraliberalismo fascinazista de Flávio Bolsonaro, estado mínimo para o povo e máximo para os ricos, submissão total do Brasil aos EUA.
NO NEOFEUDALISMO
A instabilidade institucional, política, comum no capitalismo periférico, também começa a ameaçar, cada vez mais, a estabilidade nos países centrais. Os EUA, por exemplo, têm hoje uma democracia de nível inferior ao Brasil. A concentração escandalosa da riqueza, o desmonte dos estados-nacionais pelas big techs, estão levando o mundo ao que alguns estudiosos chamam de “neofeudalismo”.


