Funcionários do Itaú cobram mudanças no SQV
Como muitos funcionários estão sendo penalizados após a implantação do SQV (Score de Qualidade de Vendas) no Itaú, a COE (Comissão de Organização dos Empregados) reivindica transparência por parte do banco. Os bancários são prejudicados e nem sabem o motivo.
Os representantes dos empregados ainda reclamaram sobre os problemas de saúde que podem ser gerados através da pressão para o cumprimento de metas, além do risco de demissão, por conta do programa de avaliação de qualidade dos serviços implantado pela empresa. O banco foi questionado sobre o impacto gerado nos programas próprios de remuneração dos funcionários, já que a performance do trabalhador é analisada.
Durante a reunião entre a COE e a direção do Itaú, nesta terça-feira (24/07), o banco informou que o SQV foi implementado para evitar vendas casadas e fraudulentas aos clientes. De acordo com a empresa, os usuários reclamam por não ter adquirido alguns produtos, mas os valores têm sido descontados nas contas.
Se o cliente confirmar através de ligação que não tem interesse no produto ou serviço, a venda é cancelada. Mas, aí que começam os problemas. O bancário é penalizado e o nome é adicionado na tabela que aponta as penalizações. Os pontos são mantidos na tabela por 12 meses. A orientação da Comissão é que os sindicatos vão até as bases para confrontar as informações com os funcionários que são avaliados pelo sistema.
AGIR
A Comissão de Organização dos Empregados do Itaú ainda se mostrou preocupada com a AGIR (Ação Gerencial Itaú para Resultados) e as influências do SQV. É que os funcionários que batem as metas definidas recebem os adicionais dos programas próprios de remuneração e o que não batem ganham apenas os valores definidos pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
