ACT do Itaú aprovado com quase 100% dos votos válidos
O acordo formaliza o regime de trabalho remoto, define parâmetros para a fiscalização da jornada e cria instrumentos para coibir abusos, incluindo canais específicos para que irregularidades sejam levadas ao Sindicato. Também consolida o uso do ponto eletrônico alternativo, o banco de horas e os mecanismos de compensação, além de introduzir diretrizes de gestão ética no uso de tecnologia dentro do banco.
Por Itana Oliveira
Com 98,9% dos votos válidos, funcionários do Itaú, associados do Sindicato dos Bancários da Bahia, aprovaram, nesta terça-feira (13/01), o novo Acordo Coletivo de Trabalho. O documento estabelece um conjunto de regras que afetam diretamente as condições de trabalho, especialmente no contexto do teletrabalho.
O acordo formaliza o regime de trabalho remoto, define parâmetros para a fiscalização da jornada e cria instrumentos para coibir abusos, incluindo canais específicos para que irregularidades sejam levadas ao Sindicato. Também consolida o uso do ponto eletrônico alternativo, o banco de horas e os mecanismos de compensação, além de introduzir diretrizes de gestão ética no uso de tecnologia dentro do banco.
Entre outros pontos destacados está a criação da Mesa Bipartite, que garante participação do Sindicato em qualquer discussão sobre reestruturações e fechamento de agências que possam impactar os trabalhadores. O ACT também institui o Programa de Acolhimento voltado a empregados que retornam ao trabalho após afastamentos por motivos de saúde, prevendo redução de metas no período de reintegração.
O acordo reajusta em 5,22% o auxílio para o teletrabalho, que passará a ser de R$ 115,14 mensais, renova o programa de bolsas de estudo, que oferece 5.500 bolsas (que terão reajuste no repasse) para graduação e pós-graduação. O valor da bolsa corresponderá a 70% da mensalidade, limitado a R$ 631,32 por mês.
Com a aprovação, o Itaú deve divulgar nos próximos dias o cronograma de inscrições, análise e pagamento das bolsas, abrindo a etapa prática de implementação do acordo aprovado pela categoria. A expectativa é de que o tratado conceda aos trabalhadores e entidades sindicais maior controle sobre as decisões que afetam a categoria, especialmente no que se trata ao desmonte e fechamento constante de agências em todo o país.
