Um legado de cultura e resistência no movimento sindical
Como diretora de cultura do sindicato, ela desempenhou um papel fundamental na valorização das expressões artísticas ligadas à luta social, sempre conectando arte, política e resistência. Foi idealizadora e criadora do Espaço Cultural Raul Seixas.
Por Caio Ribeiro
O Sindicato dos Bancários da Bahia presta uma homenagem especial a Celma Regina Soares Santos, que nos deixou no último dia 24 de janeiro. Mais do que uma dirigente, Celma foi uma verdadeira liderança cultural e uma voz combativa nos movimentos populares baianos.
Como diretora de cultura do sindicato, ela desempenhou um papel fundamental na valorização das expressões artísticas ligadas à luta social, sempre conectando arte, política e resistência. Foi idealizadora e criadora do Espaço Cultural Raul Seixas.
Sua atuação extrapolou os limites do sindicato, contribuindo para o fortalecimento da organização popular e para dar visibilidade a pautas culturais e sociais essenciais. Mesmo quando esteve fisicamente distante, sua influência continuou presente e inspiradora. Celma, assim como grandes educadores e militantes, acreditava que política e cultura só ganham sentido quando ligadas à realidade concreta das pessoas. Com uma postura marcada por afeto e respeito, ela transformava encontros, debates e assembleias em espaços de aprendizado, solidariedade e construção coletiva. Sua dedicação mostrava que é possível lutar com firmeza sem perder a ternura, resistir com coragem sem deixar de motivar e inspirar os outros.
Sua trajetória se aproxima da de importantes educadores e militantes históricos da Bahia, que souberam unir pedagogia, arte e engajamento social, defendendo a educação e a cultura como instrumentos de transformação. Celma era, acima de tudo, uma pessoa íntegra, cuja presença, mesmo à distância, transmitia firmeza, sensibilidade e um compromisso inabalável com os valores da justiça social.
