COE cobra transparência do Santander

Como encaminhamento, ficou o compromisso de o Santander retomar a mesa de diversidade após o fechamento e a ampla divulgação do Censo Diversidade 2025.

Por Rose Lima

A exata quantidade de funcionários negros e à distribuição nos diferentes cargos e áreas do Santander foram cobrados pela COE (Comissão de Organização dos Empregados), durante reunião realizada nesta quarta-feira (28/01). O encontro ocorreu no âmbito das negociações sobre Diversidade e Segurança Bancária.

 

 

Os representantes dos trabalhadores destacaram que a mesa, existente há mais de duas décadas, é um espaço fundamental de discussões com o banco. Ao longo desse período, foram debatidas medidas como a ampliação das contratações e a melhoria das condições de trabalho para homens e mulheres.

 

 

No entanto, apesar dos avanços e dos programas de diversidade, a desigualdade salarial persiste. As mulheres negras, por exemplo, recebem menos do que as brancas, que por sua vez ganham menos do que homens, enquanto os trabalhadores do sexo masculino negros também seguem em desvantagem em relação aos brancos.

 

 

No início da reunião, o banco apresentou iniciativas voltadas à diversidade, com foco em ações de letramento, formação e comunicação. Os dirigentes sindicais cobraram maior acesso dos bancários às ferramentas e materiais disponibilizados, para ampliar o conhecimento, fortalecer o debate e contribuir com melhorias nos programas existentes.

 

 

Como encaminhamento, ficou o compromisso de o Santander retomar a mesa de diversidade após o fechamento e a ampla divulgação do Censo Diversidade 2025.

 

 

Na segunda pauta, o banco apresentou dados sobre segurança bancária, informando que não houve registros de sequestros no período. Segundo o Santander, os casos de roubo ocorreram majoritariamente na modalidade qualificada, em geral durante a madrugada.

 

 

O banco também afirmou que 100% dos funcionários passaram por capacitação em segurança e que houve redução de 99% nas perdas relacionadas a ocorrências. O diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Francisco André da Rocha Vieira.