Programa de alimentação tem reajuste de 14,35% e pode chegar a R$ 6,7 bi
Com o novo índice, o orçamento da merenda cresceu 55% desde 2023 e 80% em comparação ao valor destinado há quatro anos, segundo dados do governo federal.
Por Itana Oliveira
Desde a retomada da democracia social ao poder central do país, em 2023, o governo federal reforça a alimentação nas escolas públicas, um espaço que vai além da aprendizagem e cumpre papel essencial na proteção social. Para muitos estudantes, a merenda é a principal refeição do dia. Por isso, investir na qualidade e na oferta de alimentos nas escolas também é combater a insegurança alimentar.
Não à toa o recurso destinado ao Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar) deve alcançar R$ 6,7 bilhões neste ano com a autorização do reajuste de 14,35% dada pelo MEC (Ministério da Educação). O aumento já será aplicado na primeira parcela do cronograma de pagamentos.
Com o novo índice, o orçamento da merenda cresceu 55% desde 2023 e 80% em comparação ao valor destinado há quatro anos, segundo dados do governo federal.
Outra mudança importante é a ampliação da compra de alimentos da agricultura familiar. Estados e municípios passam a destinar, no mínimo, 45% dos recursos do Pnae para produtos de pequenos produtores e cooperativas locais. Antes, o percentual mínimo era de 30%.
A expectativa é de que cerca de R$ 3 bilhões sejam injetados na economia rural, ajudando a fortalecer cadeias produtivas regionais e garantindo comida mais fresca e saudável nas escolas. O Pnae atende estudantes de toda a educação básica, da educação infantil ao ensino médio, além da Educação de Jovens e Adultos, matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias conveniadas ao poder público.
