Mais valioso da AL, mas longe da sociedade

O banco, o maior privado em operação no país, tem valor de US$ 9,9 bilhões, crescimento de 15%. Enquanto vale muito para o mercado, reduz drasticamente a estrutura, inclusive humana, e atendimento ao público. 

Por Ana Beatriz Leal

Os dados do relatório Top 500 Banking Brands, de que o Itaú consolida a posição como a marca mais valiosa da América Latina, expõe uma contradição se observada a realidade nas ruas. 
 

O banco, o maior privado em operação no país, tem valor de US$ 9,9 bilhões, crescimento de 15%. Enquanto vale muito para o mercado, reduz drasticamente a estrutura, inclusive humana, e atendimento ao público. 
 

Na Bahia, por exemplo, o banco vai fechar as agências de Camaçari, Salvador (Barra), e Lauro de Freitas (Vilas do Atlântico) no dia 18. As unidades da Ilha de Itaparica (Vera Cruz) e Bom Jesus da Lapa também vão deixar de existir, a partir do dia 25 deste mês. 
 

Em segundo lugar, em termos de marca, aparece o Banco do Brasil, com valor estimado de US$ 4,983 bilhões. Na sequência, surgem o Bradesco, com US$ 4,683 bilhões, o Nubank, US$ 4,176 bilhões, e a Caixa (US$ 3,871 bilhões).
 

[Esta reestruturação disfarçada dos bancos, com fechamento de agências e demissões, resulta em filas, menos serviços presenciais e mais custo de deslocamento para os clientes. Muitos têm de ir a bairros distante para conseguir atendimento.  
 

A contradição reside também na gestão do capital humano. A sobrecarga e o adoecimento são quase inevitáveis. Ou seja, a lucratividade prioriza os acionistas, em detrimento da responsabilidade social.