Democracia social derruba informalidade
Depois de atingir níveis históricos após a aprovação da reforma trabalhista de Temer, em 2017, que flexibilizou as normas de trabalho e aprofundou a precarização, e depois a tragédia Bolsonaro, a taxa de informalidade no mercado brasileiro caiu e chegou a 37,5% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026.
Por Ana Beatriz Leal
Depois de atingir níveis históricos após a aprovação da reforma trabalhista de Temer, em 2017, que flexibilizou as normas de trabalho e aprofundou a precarização, e depois a tragédia Bolsonaro, a taxa de informalidade no mercado brasileiro caiu e chegou a 37,5% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026.
É o menor nível desde julho de 2020, de acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com 38,5 milhões de trabalhadores, a taxa recua pelo quarto ano seguido. A queda no índice acontece no mesmo momento em que a qualidade do emprego e a renda melhoram.
O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652,00 no trimestre, elevação de 2,8% em relação ao trimestre anterior e de 5,4% na comparação anual. A massa de rendimento real - a soma de todos os salários pagos no país - somou R$ 370,3 bilhões, crescimento de 2,9% no trimestre e de 7,3% no ano.
É um efeito em cadeia. Empregos formais oferecem benefícios e garantem direitos. Quando o número de trabalhadores de carteira assinada aumenta, a média salarial da economia também sobe. Bom para o Brasil e os brasileiros.
